Sistema de gestão que também faz ponto, assinatura digital e conciliação do iFood: o mecanismo, o que continua e o que não prometemos

por Lorenzo Lopez Head of Content, Visio

Sistema de gestão que também faz ponto, assinatura digital e conciliação do iFood

A pergunta chega assim, quase sempre numa lista: “vocês fazem o ponto? a assinatura? a conciliação do iFood?”. Você já tem uma ferramenta para cada uma dessas coisas, ou uma planilha fazendo o papel delas, e quer saber se o sistema novo cobre tudo o que o atual cobre. É uma pergunta justa. Ninguém quer trocar um problema conhecido por um buraco novo.

A resposta honesta não é “sim para tudo”. É por capacidade, em três partes: o mecanismo, o que continua na ferramenta que você já tem, e o que não se promete. A Visio não entra na conversa prometendo paridade funcionalidade a funcionalidade com o seu sistema atual. Entra dizendo como trabalha o dado que essas ferramentas já produzem. O que já está ligado para o seu caso, capacidade por capacidade, se confirma na conversa, com a sua operação na mesa: num artigo se descreve o mecanismo, e maturidade não se promete.

Este artigo responde a pergunta nessa ordem, capacidade por capacidade, e mostra por que a lista de funcionalidades costuma ser o critério errado para escolher o sistema que toca a rede.

Por que a pergunta de paridade importa mais na rede do que na loja

Numa loja só, cada ferramenta resolve um trabalho e o dono junta o resto na cabeça. Ele sabe que o ponto está certo porque viu quem chegou. Sabe que o repasse do delivery bateu porque conferiu o extrato. A pilha funciona porque existe uma pessoa no meio dela.

Na rede, essa pessoa some. O ponto está numa ferramenta, a assinatura em outra, o delivery em outra, o banco em outra. O status quo é um ERP mais uma pilha de software de apoio que não conversa entre si, com alguém movendo dado à mão entre eles para dentro de planilhas. O custo não aparece na fatura de nenhuma ferramenta. Aparece na pessoa que baixa, limpa e cruza toda semana. A escala desse trabalho é grande: o comércio brasileiro soma 1.640.362 estabelecimentos com empregados, segundo a RAIS 2023 do Ministério do Trabalho e Emprego, cada um gerando o próprio ponto, a própria assinatura e o próprio extrato para alguém cruzar.

É por isso que a pergunta de paridade, sozinha, engana. Um sistema pode ter o ponto, a assinatura e a conciliação, cada um numa tela, e ainda assim deixar a rede no mesmo lugar: com o dado espalhado e sem ninguém transformando o que ele mostra em tarefa. A margem de uma rede não se perde num pedaço. Se perde nos vãos entre eles.

Como avaliar a resposta de qualquer fornecedor: 6 critérios

Os seis critérios abaixo servem para qualquer sistema, inclusive a Visio. Eles viram as linhas do comparativo mais adiante.

  1. A resposta vem por capacidade, não em bloco. “Fazemos tudo” é resposta de venda. A resposta útil separa o que está ligado hoje para o seu caso, o que continua na ferramenta atual e o que não existe.
  2. O dado de cada ferramenta entra num lugar só. Ponto, delivery, banco, nota de compra e ponto de venda (PDV) juntos, sem alguém passando de um lado pro outro.
  3. O cruzamento aponta o que não bate. Quando o delivery, o banco e o PDV discordam, isso aparece como achado, e não fica escondido na planilha de alguém.
  4. O achado vira tarefa com dono e hora. A diferença no repasse, o ponto fora do padrão, o documento que não voltou: cada um chega a uma pessoa, com a confirmação de que foi feito.
  5. O que funciona continua. Se a sua ferramenta de ponto resolve, ela não precisa sair para o sistema novo entrar.
  6. Nada fica preso atrás de um plano. A próxima capacidade entra quando a próxima dor pedir, sem renegociar.

Top 5 capacidades que a pergunta de paridade costuma cobrir

1. Ponto e eSocial

O mecanismo: o ponto e o eSocial estão entre as fontes que a Visio junta com o resto da operação. A ideia é cruzar esse dado com a venda por hora, para saber se a escala do time acompanha o movimento da loja, e transformar a diferença em tarefa para quem monta a escala. O eSocial é obrigação legal, não escolha de fornecedor: o Decreto nº 8.373/2014, da Presidência da República, institui o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas como canal único de envio dessas informações, e a Portaria MTP nº 671/2021 regulamenta o registro eletrônico de ponto que alimenta esse envio.

O que continua: a ferramenta de ponto que você já usa continua registrando a jornada. A Visio junta o dado dela, em vez de pedir a troca. Uma ferramenta de um trabalho só faz aquele trabalho, muitas vezes bem, e o dado dela vale mais conectado ao resto.

O que não se promete: paridade com cada tela e cada relatório da sua ferramenta de ponto atual. Se a pergunta é sobre uma funcionalidade específica dela, a resposta se dá na conversa, com o seu caso na mesa.

2. Assinatura digital

O que continua: a ferramenta de assinatura que você já usa continua sendo onde o documento é assinado. Assinatura digital não é uma capacidade que a Visio anuncia.

O que não se promete: a Visio não entra na conversa como substituta da sua ferramenta de assinatura digital, nem promete paridade com ela. Se você precisa de uma resposta sobre um fluxo específico de documento, ela se dá na conversa, e não num artigo.

3. Conciliação do iFood e das plataformas de delivery

O mecanismo: as plataformas de delivery estão entre as fontes que a Visio junta com o PDV e a conta bancária. O PDV registra a transação; a Visio concilia as fontes e entrega o número para agir. Quando o que a plataforma registrou, o que o PDV registrou e o que caiu no banco não batem, isso é um achado sobre algo que aconteceu antes, e não um conflito de sistema.

O que continua: a plataforma de delivery continua sendo onde o pedido acontece. O PDV continua registrando a venda.

O que não se promete: reproduzir, relatório por relatório, a conciliação de uma ferramenta dedicada a isso. O mecanismo é o cruzamento com o resto da operação, com a diferença virando tarefa para alguém resolver.

4. Conciliação bancária

O mecanismo: a conta bancária via Open Finance está entre as fontes que a Visio junta. A ideia é cruzar o dinheiro que de fato entrou e saiu com a venda e com a nota fiscal de compra, para que o extrato que ninguém classificou deixe de ser uma das microperdas da semana.

O que continua: o sistema financeiro que fecha o seu mês continua. Ele fecha o mês e funciona; a Visio junta o financeiro com a venda por item e a ficha técnica e aponta onde o lucro vaza.

O que não se promete: substituir a contabilidade nem o fechamento fiscal.

5. Checklist e rotina de loja

O mecanismo: a tarefa certa pra cada pessoa, na hora certa, com a ferramenta de executar aberta e a confirmação de que foi feito. Se o checklist rodou de verdade é mais uma das fontes que a Visio junta com o resto.

O que continua: se a sua ferramenta de checklist resolve a conferência, e muitas resolvem bem, ela pode continuar.

O que não se promete: mais botão de checklist que uma ferramenta que só faz isso há anos. A Visio não é a mais funda em nenhuma função isolada, e isso é assumido.

Comparativo lado a lado: três caminhos para a pergunta de paridade

CritérioTrocar tudo por um sistema que promete cobrir tudoManter as ferramentas soltasCruzar tudo na planilhaVisio
Resposta separada por capacidadeRaro, a promessa vem em blocoCada ferramenta responde por siNão se aplicaSim: mecanismo, o que continua, o que não se promete
O dado de ponto, delivery e banco juntoSim, se tudo migrarNão, cada um no seu lugarSim, à mão, toda semanaSim, sem trocar as ferramentas
O que não bate aparece como achadoDepende do sistemaNãoSe alguém procurarSim, com todas as fontes cruzadas
O achado vira tarefa com dono e horaDepende de configurarDentro de cada ferramentaNãoSim, com a confirmação de que foi feito
O que já funciona continuaNão, é a trocaSimSimSim, integra sem substituir
A próxima capacidade entra sem renegociarDepende do contratoPede outra ferramentaPede outra abaSim, nada é destravado por plano

Nenhuma linha acima cobra de uma ferramenta o que ela não prometeu fazer. A ferramenta de ponto, a de assinatura e a de conciliação resolvem, cada uma, o trabalho a que se propõem, e muitas vezes resolvem bem. A planilha é flexível, gratuita, e começou a rede inteira nela. O que nenhuma delas se propôs a fazer é juntar o dado das outras, apontar o que não bate e colocar a diferença na mão de alguém.

Cenários: qual resposta vale para cada momento da rede

Você tem uma ferramenta de ponto que funciona e não quer trocar. Não troque. O dado dela entra na Visio e passa a ser cruzado com a venda e a escala.

O delivery é uma parte grande da venda e o repasse nunca bate de primeira. O cruzamento entre plataforma, PDV e banco é onde a diferença aparece, e a diferença vira tarefa com dono.

Você quer um sistema só, que substitua todas as ferramentas atuais de uma vez. A Visio não é essa resposta. Ela não promete paridade funcionalidade a funcionalidade, e começa por uma dor, não pela troca de tudo.

Uma loja só, sem abertura planejada. Você ainda é o sistema operacional da sua loja, e a estrutura não se paga. Ferramentas simples para cada trabalho resolvem melhor.

Caso real: o Grupo Fresh Food

O Grupo Fresh Food é o maior grupo Subway do Brasil e quer ser o maior do mundo, com a operação rodando na Visio. O caminho não foi uma troca de tudo por paridade. Começou com uma loja e uma ferramenta, e depois foi ferramenta atrás de ferramenta, conforme cada dor apareceu.

“Hoje eu nem proponho mais: as soluções já são melhores que as minhas. Então vou dar só os problemas.”

Henrique Keltke, Grupo Fresh Food

Opinião do Head of Content

Lorenzo Lopez, Head of Content da Visio, observa que a lista “vocês fazem o ponto? a assinatura? a conciliação do iFood?” é uma pergunta de quem já se queimou: alguém prometeu tudo antes e entregou metade. A leitura dele é que a melhor defesa contra isso não é uma lista mais longa, é uma resposta mais honesta. O fornecedor que diz como trabalha, o que continua com você e o que não faz está dando ao comprador o mapa real da decisão. Ele lembra que a proposta da Visio nunca foi ter mais funcionalidade que todo mundo: é ser o mais largo entre as capacidades, num lugar só, e não o mais fundo numa coisa só. Em briga de funcionalidade isolada, a ferramenta especialista às vezes ganha. O que ela não faz é chamar a tarefa certa para a pessoa certa na hora certa.

Perguntas frequentes

Existe sistema de gestão que também faz ponto, assinatura digital e conciliação do iFood?

A resposta honesta é por capacidade. O ponto, o eSocial, as plataformas de delivery, o PDV e a conta bancária estão entre as fontes que a Visio junta; o mecanismo é cruzar as fontes e transformar o que não bate em tarefa com dono e hora. As ferramentas que você já usa para registrar o ponto, assinar documentos e receber pedidos podem continuar. O que já está ligado para o seu caso se confirma na conversa. Paridade funcionalidade a funcionalidade com o sistema atual não se promete.

A Visio substitui a minha ferramenta de ponto?

Ela não precisa substituir. A ferramenta de ponto continua registrando a jornada. O ponto está entre as fontes que a Visio junta, e o mecanismo é cruzá-lo com a venda por hora e a escala do time. Uma pergunta sobre uma funcionalidade específica da sua ferramenta atual se responde na conversa, com o seu caso na mesa.

A Visio faz a conciliação do iFood?

As plataformas de delivery estão entre as fontes que a Visio junta com o PDV e a conta bancária, e o mecanismo é conciliar as fontes. Quando elas não batem, a diferença aparece como achado e vira tarefa para alguém resolver. Ela não promete reproduzir, relatório por relatório, uma ferramenta dedicada só a isso.

E a assinatura digital de documentos?

A ferramenta de assinatura que você já usa continua sendo onde o documento é assinado. Assinatura digital não é uma capacidade que a Visio anuncia, e substituir a sua ferramenta de assinatura não está no que se promete. Um fluxo específico de documento se responde na conversa, com o seu caso.

Vou perder o histórico das ferramentas atuais?

O que entra primeiro é o dado de que a primeira dor precisa, e as ferramentas atuais continuam onde estão. Não se promete que todo o histórico migra inteiro. A Visio não é PDV e não processa transação: o PDV registra a venda, e a Visio concilia as fontes e entrega o número para agir.

Próximo passo

Se a sua lista de perguntas tem ponto, assinatura e conciliação, leve a lista inteira para a conversa, com o seu caso. A resposta vem por capacidade: o que está ligado para o seu caso, o que continua e o que não se promete. Saiba mais sobre como a Visio junta o dado das ferramentas que você já tem.

Ver também

Conclusão

“Vocês fazem o ponto? a assinatura? a conciliação do iFood?” merece uma resposta por capacidade, e não um sim em bloco. A ferramenta de ponto, a de assinatura e a de conciliação fazem bem o trabalho a que se propõem. A planilha segue flexível e gratuita. Nenhuma delas se propôs a juntar o dado das outras, apontar o que não bate e colocar a diferença na mão de alguém com hora marcada.

É isso que a Visio faz: junta tudo que roda nas suas lojas e dá a tarefa certa pra cada pessoa, na hora certa, sem pedir que você troque o que já funciona. O mecanismo se diz, o que continua se diz, e o resto não se promete. O único sistema que você precisa para tocar múltiplas lojas.